Pe. Nazareno Lanciotti

UM MÁRTIR ENTRE NÓS
Pe. Nazareno Lanciotti
1º Mártir do Movimento Sacerdotal Mariano


“Coração Imaculado de Maria, Confiança, Saúde e Vitória minha”

Pe. Nazareno Lanciotti
Nascido em Roma, 03/03/1940
Pais: Sr. Giacomo e Sra. Antonieta
Ordenação Sacerdotal: Roma (Itália) em 29 / 06/1966
Martírio: 11 a 22 de fevereiro de 2001

Pe. Nazareno deu uma resposta de generosidade total ao dizer NÃO para o mundo e SIM a Cristo, ao se dispor a sair do seu país como missionário, atendendo ao chamado: “deixa sua terra e vai ao lugar que eu mostrarei”, deixando seus parentes e amigos, saindo para viver num país estranho, sempre cumpridor dos mandamentos de Deus e dos preceitos da Igreja.

Pertencia ao clero de Subiaco, pequena diocese, perto de Roma. Destacou-se no clero em Roma, onde trabalhou durante cinco anos. Quando veio para o Brasil, ficou alguns meses em Poxoréu.

Chegou em Jauru dia 12 de janeiros de 1972, com um grupo de jovens da Operação Mato Grosso. Ao chegar, não houve nenhuma recepção, mas Maria Santíssima, na imagem da Virgem Mãe do Pilar, o acolheu e o confortou, assim como fez com São Tiago, dizendo: “Meu filho, não desanime não”. E ele não desanimou. Superou inúmeros obstáculos postos em seu caminho pelo adversário e tornou Jauru, esta pequena e longínqua cidade, conhecida pela fé que ele despertou em cada um de nós, devido ao Movimento Sacerdotal Mariano, do qual fazia parte como presidente Nacional. Todos os anos no Carnaval e antes da festa do dia 12 de outubro, fazia retiros espirituais com membros do Movimento, representando todos os estados do Brasil.

Foram 29 anos de vida, dedicada à pequena paróquia de Jauru, estado de Mato Grosso. Sofreu muito, sofreu por amor a Cristo, por seu evangelho. Quando aqui chegou, teve que se adaptar a um lugar que era praticamente o oposto de sua terra: Roma (Itália), a começar pela língua (Português) que mal sabia falar, os costumes e a falta de conforto. Jauru oferecia muito pouco para alguém que vinha do primeiro mundo, que vivia no berço da civilização. Faltava energia, faltavam meios de comunicação, faltava até Casa Paroquial, tanto que ficou hospedado em um pequeno hotel de madeira, onde pessoas ficavam conversando até altas horas da noite. Além disso, ainda haviam uns porquinhos que ficavam se roçando na parede, atrapalhando-o dormir.

Com tanto contraste, era mais fácil desistir, mas ele persistiu. Sofria ainda nas estradas, quando ia para as comunidades, junto com o Pe. Riva em um jeep, pois as estradas eram péssimas e conforme o local que passavam, ele dizia que parecia balanças até o cérebro.

Entretanto, a oração era a sua rota, a luz que lhe indicava o caminho, a estrela polar, segundo a qual navegava. Graças à oração, tinha se tornado um só com Deus, assim tudo o que fazia, estava em perfeita sintonia com Deus.

Em 1973, ficou encarregado dos trabalhos pastorais de Jauru e região. Preparou logo um centro de catequese, para facilitar o ensino da religião às crianças.

Foi um governante inteligente, dirigia cada trabalho com interesse, sendo enérgico e exigente, ao mesmo tempo bondoso caridoso. Soube interpretar e viver os dons da sabedoria. Como bom pastor, conduzia leigos, nomeou muitos ministros. Seu poder não para por aí. Pe. Nazareno transformou Jauru, podemos até dizer que o construiu.

Tinha intenção de preparar um pequeno centro de atendimento à saúde, comovido com o número de crianças que aqui morriam. Pe. Nazareno elaborou um projeto de ampliação para um pequeno hospital, para responder às solicitações locais. Foi auxiliado por um amigo arquiteto, Carlos Augusto Mattei Facini, que conheceu durante seu vicariato em Roma.

Tal projeto foi preparado junto com o bispo D. Máximo, para solicitar à Misereor, organização alemã de prevenção contra a fome e a doença. Durante três anos o processo não caminhou, porque estimavam que um posto de saúde era suficiente, visto que os casos mais graves e críticos podiam ser encaminhados para o Hospital de Cáceres, esquecendo o grande número de habitantes, os acidentes de trabalho nas derrubadas (das matas), a malária, e, sobretudo os 200 km de terra praticamente intransitáveis para um doente. Com a visita de autoridades médicas de fama mundial, resolveu a questão e a verba foi liberada.

Os pedreiros trabalharam e o próprio pai do Pe. Nazareno, pedreiro de profissão, veio se juntar a eles durante seis meses. Pouco tempo depois, o hospital interiorano mereceu a melhor classificação dada pela INPS (Instituto Nacional de Previdência Social).

Franca Pini, também italiana consagrada a Deus, que veio com a Operação Mato Grosso, tornou-se companheira e amiga do Pe. Nazareno e hoje ocupa a direção administrativa do Hospital Patronato Nossa Senhora do Pilar.

Em 1974, iniciou a construção de uma igreja paroquial, sendo apoiado pelo seu amigo Vitório, pela cooperação do povo e pelo trabalho de uns membros da Operação Mato Grosso. A inauguração foi celebrada no ano seguinte com o Bispo D. Máximo Biennes presidindo a solenidade de consagração da Igreja Nossa Senhora do Pilar, tendo a presença de nove sacerdotes. A cerimônia foi no dia 11 de outubro de 1975. Uma igreja sofisticada, edificada graças à boa vontade do povo e, sobretudo ao esforço do nosso Pe. Nazareno.

A partir de então, a Igreja tornou-se o lugar mais querido de nossa paróquia: Nossa Senhora fez dela sua casa, onde nos recebe, nos anima e nos consola e de onde distribui suas graças a todos os seus filhos.

Em 12 de outubro de 1976, foi criada a paróquia Nossa Senhora do Pilar em Jauru e o primeiro pároco foi Pe. Nazareno Lanciotti.

A igreja foi tornando-se pequena, foi necessário utilizar um anfiteatro natural nos fundos da igreja, mas devido à falta de conforto, foi construído o Santuário Imaculado Coração de Maria.

A missa e a confissão foram os dois pólos de sua missão. A confissão feita a ele, passava a ser o ponto de partida para uma nova vida espiritual.

Quando houve o conflito sangrento da mirassolzinho, Pe. Nazareno acolheu, nas capelas das comunidades, famílias despejadas, onde muitos posseiros morreram, tiveram suas casas queimadas por um grupo de policiais que vieram para despejá-las. O medo ainda dominava, via-se claramente o pavor nos olhos das crianças, algumas delas órfãs de poucos dias.

Pe. Nazareno foi como uma abelha, que produz mel para saciar a fome das abelhinhas. Ensinou a esta gente viver os mandamentos, representando a imagem e semelhança de Cristo vivo.

Saciou a fome de muitas pessoas, amou a todos sem querer nada. Foi um pai para as famílias, seu plano de vida, foi acima de tudo, o amor.

No início de 1981, Pe. Armando e Pe. Nazareno se animaram para fundar o Seminário Menor em Jauru. Pe. Nazareno colocou à disposição um centro de treinamento que estava construindo para que ali funcionasse o seminário. Com o acordo do bispo D. Máximo e outros padres, foi aberto o seminário menor em 01 de Março de 1981, com 14 jovens. No decorrer dos anos, passaram pelo seminário mais ou menos 300 seminaristas. Hoje já se formaram vários sacerdotes que passaram pelo seminário menor de Jauru, dentre eles o Pe. Benedito Correa de Lima, que foi pároco de Jauru logo após o Pe. Nazareno.

Construiu a CNEC - Campanha Nacional de Escolas Comunitárias, que funcionou durante muitos anos, e hoje serve de alojamento para pessoas que vem para retiros.

Para as comunidades, construiu igrejas e nomeou ministros, pensando na Eucaristia diária para todos. Para os que chegam e saem de Jauru, o Painel do Imaculado Coração de Maria e o Cruzeiro com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. No bosque, onde conservou muitas árvores, construiu várias salas de catequese, que forma criança desde o pré a jovens e adultos da escola da fé. Construiu um Salão Paroquial para reuniões, no qual, durante alguns anos tivemos aulas de Teologia, ministradas pelo próprio Pe. Nazareno. Fez ainda uma cozinha, que é utilizada no preparo de refeições para grande quantidade de pessoas que participam dos retiros e das festas da paróquia.

Construiu o abrigo de idosos Imaculado Coração de Maria, onde os idosos recebem todos os cuidados necessários para uma vida digna, além dos cuidados físicos, materiais, recebem ainda cuidados espirituais, estendendo os benefícios à mente, pondo-as em contato com Deus, através do diálogo do amor e da graça.

No dia 13 de setembro de 1985, recebemos a visita do arcebispo D. Carlos Furno, representante do Papa no Brasil. Foi entregue ao Núncio Apostólico a chave da cidade e concelebrou à noite com Pe. Nazareno e o bispo D. Máximo.

No dia 06 de julho de 1988, Pe. Nazareno foi nomeado pelo Pe. Stefano Gobbi, responsável nacional do Movimento Sacerdotal Mariano (MSM). Desde então, colocou-se à inteira disposição do Movimento, assumindo e vivendo os 3 compromissos que caracterizam a espiritualidade do MSM, que são:

- Consagração ao Imaculado Coração de Maria;

- União ao Papa a à Igreja a ele unida;

- Conduzir os fiéis a uma vida de entrega confiante a Nossa Senhora.

Pe. Nazareno viveu o espírito do Movimento, se empenhando com entusiasmo na paróquia e no Brasil, dando força e impulso à espiritualidade. Foi exemplo de amor e união ao Papa, rezando e sofrendo com ele, executando e difundindo seus ensinamentos e especialmente obedecendo-lhe sempre em tudo, pois o Papa recebeu de Jeus a missão de apascentar o seu rebanho, de presidir na caridade, de ser fundamento de toda a Igreja e de mantê-la na segurança da fé e da verdade. Seguindo Maria, que é a Mãe da unidade e foi o meio de que Jesus se serviu para vir até nós e que, portanto deverá ser o meio de que devemos nos servir para irmos a Ele. Sua confiança na Virgem Maria, o ajudava a permanecer fiel nesse mundo tão corrompido, no meio desta torrente impetuosa sem ser arrastado.

Quanto mais se reza e se entrega à ação de Maria, tanto mais se sente crescer o amor recíproco entre nós. Maria é o canal, por onde o amor misericordioso de Jesus pode chegar a todos.

O Movimento Sacerdotal Mariano originou-se em 1972, portanto, no mesmo ano que Pe. Nazareno chegou a Jauru.

Uma força interior impeliu o Pe. Stefano Gobbi a confiar em Maria, numa peregrinação a Fátima em 08 de Mario de 1972. Servindo-se dele como de um humilde e pobre instrumento, Nossa Senhora acolhe todos os sacerdotes que aceitarem o convite para consagrarem a seu Imaculado Coração, para permanecerem fortemente ligados ao Papa e à Igreja a ele unida e conduzirem os fiéis ao seguro refúgio de seu Coração Materno.

Começou com um tímido encontro de oração e fraternidade e quase sem perceberem, tornou-se uma falange numerosa.

Nossa Senhora, através dos Cenáculos de oração e fraternidade, faz com que todos se conheçam, se ajudem e se amem como irmãos. Apraz-nos lembrar que a característica peculiar do Movimento é a fidelidade à Igreja e a obediência aos legítimos superiores.

Percebe-se a presença vigilante e iluminadora de Nossa Senhora, sobretudo como guia de seu Movimento. Ela conforta nas dificuldades, freia toda euforia, ensina a usar corajosamente a liberdade dos filhos de Deus e, ao mesmo tempo, impede de assumir atitudes contrárias ou rebeldes com os superiores.

Pe. Stefano Gobbi, foi o instrumento escolhido nesta obra de Nossa Senhora, e a explicação, encontramos em uma página do livro do Movimento Sacerdotal Mariano: “Escolhi-te, por seres o instrumento menos apto. Assim, ninguém dirá que esta obra é tua. O Movimento Sacerdotal Mariano deve ser obra somente minha. Através de sua fraqueza,manifestarei a minha força, através de seu nada, manifestarei o meu poder.” (16/07/1973).

Pe. Nazareno esteve sempre unido ao Pe. Stefano Gobbi, em conseqüência a Maria que significa tomar maior consciência da própria consagração a Deus no dia do Santo Batismo e da Ordenação Sacerdotal.

E, sendo responsável nacional do MSM, Pe. Nazareno viajava constantemente por diversas cidades do Brasil difundindo os cenáculos de oração, nos quais teve grande êxito, pois se tornaram numerosos os grupos de Cenáculo.

Pe. Gobbi veio a Jauru nove vezes (até 2001) para realizar cenáculos, juntamente com o Pe. Nazareno.

Cenáculos de crianças que dão alegria ao Coração Imaculado de Maria e formaram força de intercessão e de reparação junto ao Coração Eucarístico de Jesus; Cenáculos de jovens que se recolhem para rezar, meditar e conservar a graça santificante procurando viver docemente o Evangelho de Jesus; Cenáculos de famílias que se consagram a Maria Santíssima e resistem à doenças da divisão e do divórcio e são preservadas do câncer do aborto e meios para impedir a vida.

Pe. Nazareno semeou a semente da fé em muitos corações e durante sua vida pôde ver alguns frutos de seu trabalho. Pedia confiança total na Mãe e a reza diária do Santo Terço. Tais frutos não foram colhidos apenas em Jauru, pois seu trabalho se estendia por todo o mundo. Foram inúmeras as conversões dos fiéis, o abandono dos prazeres mundanos e a unidade dos casais. Constantemente ouvíamos testemunhos de pessoas de diversas cidades, não somente do Brasil, mas de outros países, que partilhavam com todos, durante retiros, suas experiências de vida consagrada a Deus.

Parecia incansável, raramente o víamos abatido. Permanecia com disposição hora e horas no confessionário, ajudando a nos aproximarmos cada vez mais de Cristo no sacramento da Eucaristia, através de Maria Santíssima, em cenáculos de oração. Nosso coração nem sempre foi terreno fértil, pois somos humanos e caímos constantemente nas armadilhas do inimigo, mas o Pe. Nazareno sempre tinha uma palavra amiga, um conselho, que nos ajudava a levantar e continuar caminhando. Foi um amigo certo para todos os momentos, com seu ombro amigo e hospitaleiro. Ele nos conhecia até melhor que nossos pais, foi um verdadeiro pastor, buscando cada ovelha perdida e ajudando particularmente cada uma a seguir o caminho do amor, da reconciliação.

Tendo em vista os tempos difíceis que estamos vivendo, nos convidava constantemente a cerrar fileiras, criando uma verdadeira unidade e de ação, através da oração, para que pudéssemos viver na confiança e na esperança filial, os momentos dolorosos da purificação.

Nos ajudou a enxergar e a seguir a estrada simples da consagração a Nossa Senhora, por meio da obediência e união ao Papa, confiando plenamente na intercessão de Maria Santíssima, a amá-la com um amor sincero, lembrando-nos que Cristo no-la deu por mãe, enquanto estava no alto da cruz.

É ela quem nos leva Jesus. Quanto mais nos confiarmos a Maria, mais ela nos entrega a Jesus, que é o Perfeito Amor. O amor humano está sujeito a falhas, mas podemos sempre contar com o amor de Jesus Eucarístico, que nos consola, nos reanima, nos dá forças para continuar e seguir amando, apesar dos sofrimentos. Jesus impede o egoísmo, e abre-nos ao amor que vem dele, de modo que possamos dizer sempre: “O amor de Cristo no uniu”.

Com seu esforço e confiança na Santíssima Virgem Maria, fez com que a Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, o Santuário do Imaculado Coração de Maria e o Abrigo de Idosos Imaculado Coração de Maria se tornassem centros jubilares, onde tivemos a oportunidade de receber a cada dia do ano jubileu a indulgência plenária, que através da nossa participação, tirou muitas almas do purgatório e levou ao paraíso. Este ano jubilar (ano 2000) foi caracterizado pelo pedido de perdão, para que nossos olhos pudessem ficar mais puros. A presença real de Cristo na Eucaristia foi o Centro deste ano “intensamente Eucarístico”, lembrando-nos ainda da Mãe, ao recordarmos o nascimento de seu Filho, confiando em sua solicitude materna em nossas vidas.

Somos convidados a ter o mesmo entusiasmo dos cristãos da primeira hora, para isso, podemos contar com a força do mesmo Espírito que foi derramado no Pentecostes.

A fé cristã ensina que cada ser humano é único e irrepetível. Portanto, na história da criação, não haverá ninguém iguala ele.

Foi um exemplo de cristão, aquele que doou serviço a vida inteira, que “completou em sua carne, o que faltou na paixão de Cristo”. Com esse gesto, conquistou a confiança e o respeito de muitos em vários lugares. Foi um pai espiritual muito especial e marcou para sempre nossas vidas, cumpriu sua missão com amor, sendo fiel ao Cristo ressuscitado.

Presenteou Jauru com Jesus exposto solenemente no Santíssimo Sacramento durante o dia inteiro, todos os dias da semana, nos mostrando a necessidade de rezar cada vez mais, pois a oração é a chave dos tesouros de Deus, é a arma do combate e da vitória, e de cada luta a favor do bem contra o mal.

Diante do Tabernáculo, nossa presença deve ser uma comunhão de vida com Jesus. Quando lhe dizemos alguma coisa, ele sempre nos atende. Mesmo quando não atende do jeito que queremos, porque não nos convém, atende de maneira mais perfeita.

“Com a mesma naturalidade com que procurais um amigo, com que confiais nas pessoas queridas, sentis necessidade de pessoas que vos ajudem, ide diante do Tabernáculo para procurar Jesus. Fazei dele a pessoas mais procurada, mais desejada e mais amada, porque é só isso que o faz imensamente feliz”.

Pe. Nazareno trabalho além, das possibilidades, conservou em todos momentos de sabedoria, a humildade, a fé e a caridade. Ouviu o chamado de Cristo e foi até o fim, deixando muitos rastros de saudade. Assumiu sua vocação de corpo e alma. Foi um instrumento e imitador de Cristo, aceitou carregar sua cruz no silêncio, assumindo o compromisso com amor.

Empenhava em atrair os jovens para Cristo, fazia constantemente retiros espirituais, em Jauru e em outras paróquias. Promovia gincanas bíblicas, jantares... Tudo para que os jovens se sentissem atraídos por Jesus e Maria. Fazia o possível para participar dos encontros de jovens realizados aos sábados após a missa. Dentre esses jovens, Pe. Nazareno nomeou 10 ministros.

Os grupos de cenáculos de jovens e de famílias no Brasil, se transformaram numa multidão silenciosa. A oração foi o fundamento de sua obra a favor dos doentes, de modo a aliviar os sofrimentos físicos, não só através da ciência, mas também da medicina espiritual, que é a oração.

“Porque os demônios, que são ladrões muito finos, querem nos apanhar de improviso, para nos roubar e despojar. Para isso espreitam noite e dia o momento favorável. Rondam incessantemente, prontos para nos devorar e nos arrebatar num só momento, por um único pecado, tudo o que ganhamos em graças e méritos durante muitos anos. Nunca falta a ninguém a ajuda de Deus, mas o que pode faltar é a nossa colaboração com essa ajuda.” (Trata da Verdadeira Devoção á Santíssima Virgem)

“Quem reza pouco, alcança pouco,

quem reza muito, alcança muito,

quem reza muitíssimo, se torna santo.” (Santo Agostinho)

Pe. Nazareno respondeu um “SIM” com sabor de sal, luz, vida e amor. Foi sal, porque durante sua vida soube temperar a vida dos desesperador e sem solução. Foi luz porque sua passagem pela terra deixou raios resplandecentes de paz, exemplo de luz para todos os trabalhos da comunidade. Sabia dirigir todos com uma luz recebida do Cristo. Foi vida e amor porque, além de transformar sua vida, conseguiu transformar a vida de muitas pessoas não somente em nossa cidade, ma por todas as cidades por onde passou.

Cristo incomodou por dizer a verdade, fazer o bem, evangelizar, converter povos e conduzi-los ao céu. O mesmo aconteceu com o Pe. Nazareno. O inimigo, incomodado, atentou contra sua vida. No dia 11 de fevereiro de 2001, foi baleado na presença de 8 pessoas na Casa Paroquial enquanto jantava. Viveu dias de terrível agonia e a cidade fazia vigílias de oração. O Pe. Stefano Gobbi, se preparava para vir a Jauru e disse para Nossa Senhora que sem o Pe. Nazareno não viria. O Pe. Nazareno veio com ele, mas morto. Jauru chorou, e não somente Jauru, mas todo o Brasil, bem como diversos outros países.

No período do seu martírio, não queríamos nem imaginar a perda física do Pe. Nazareno, parecíamos querer arrancar da Misericórdia de Deus, a saúde dele, mas segundo o seu desígnio, Nossa Senhora, que tantas vezes ele coroou, havia lhe preparado uma coroa vermelha, a coroa do martírio.

Em Tor Vergata, na XV Jornada Mundial da Juventude, o Papa disse: “Também hoje, caríssimos amigos, crer em Jesus, seguir Jesus pelas pegadas de Pedro, de Tomé, ods primeiros apóstolos e testemunhas, implica uma tomada de posição a favor d’ele e, não raro, quase um novo martírio, o martírio de quem hoje como ontem é chamado a ir contra a corrente para seguir o Cordeiro, onde quer que vá. Talvez não vos seja pedido o sangue , mas a fidelidade, é certo que sim.”

Ao nosso querido Pe. Nazareno, foi pedido o sangue, e ele, não hesitou em doar, testemunhando a própria disponibilidade para se sacrificar por todos, como Cristo se sacrificou.

Derramou seu sangue pela Igreja, trabalhou a fim de ver seus “filhos” salvos. Mostrou-nos o caminho da salvação e do bem. Nos fez entender que Deus nos dá graça suficiente para nos salvar. Se nos perdermos é por falta de nossa colaboração.

Hoje, sabemos que não valorizamos como deveríamos, percebemos o quanto significou em nossas vidas. Mas sabemos, que morrendo mártir, se encontra na glória do paraíso e esta certeza nos conforta, pois ele nos dizia que é um lugar lindo, preparado com todo carinho para os filhos de Deus.

Pe. Nazareno foi sepultado na igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar e apesar de não podermos mais ouvir sua voz que nos guiava no caminho de Cristo, continuaremos a sentir sua presença.

Muita honra e valor que devemos a esse nosso pai e mestre, que terminou sua carreira aqui na terra, mas conservou sua carreira aqui na terra, conservou sua fé, como espelho de vida para todos nós, especialmente para os sacerdotes. 

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PADRE NAZARENO LANCIOTTI- UM MÁRTIR DO TERCEIRO MILÊNIO

                  Era um Padre missionário, da Diocese de Roma (Itália), que tinha se dedicado totalmente para missão no Mato Grosso (Brasil), na paróquia missionária de Jauru.
                    Nasceu em Roma de uma família humilde, mas cristã, aos 3 de março/ 1940; seu pai Giacomo Lanciotti, era pedreiro e sua mãe Antonietta dona de casa; tinha duas irmãs: Franca e Ana Maria.
   Entrou no Seminário Menor ainda criança, na cidade de Subiaco (Roma). Cursou as faculdades de Filosofia e Teologia no Seminário Maior de Subiaco. Foi ordenado Padre no dia 29 de junho de 1966 e trabalho como Vigário Paroquial de S. Giovanni Crisóstomo, no centro de Roma.
             O seu apostolado era, sobretudo devotado para os jovens. Tendo chegado a conhecer a Associação “Operazione Mato Grosso”, engajou-se nela com outros jovens e tendo conseguido a licença do seu Bispo, veio para Mato Grosso, em 1971, no ano seguinte, ou seja, em janeiro de 1972, estabeleceu-se num “lugarejo” (naquela época) chamado Jauru, no extremo noroeste do Brasil.
               Aqui o Pe. Nazareno dedicou-se generosamente com todas as energias para o trabalho missionário, doando-se totalmente a todos, se interessando pelo bem espiritual e material de todo o povo. Foi com ele que surgiu a “Paróquia de Jauru”, solicitada por ele próprio, ao Bispo de Cáceres Dom Máximo Bienés; surgiu do “nada” uma Comunidade Cristã viva e fervorosa; foram trinta anos de trabalho missionário, sem descanso, porém, com muita alegria e entusiasmo, sem poupar sacrifícios e sustentado somente pelos dois amores: a Eucaristia e Nossa Senhora.
                   Tinha escolhido Jauru porque era o lugar pobre e abandonado da região; construiu para seus fiéis uma bela Igreja Matriz, um Hospital com 50 (cinqüenta) leitos um Asilo para os Idosos, uma escola Comunitária, um Seminário que preparou para a Igreja uma dezena de sacerdotes. Em 1988 assumiu a responsabilidade de animador do Movimento Sacerdotal Mariano do Brasil, foi um apóstolo incansável e entusiasta, percorreu todos os Estados do Brasil, fundado e celebrando Cenáculos de Maria entre os Padres e as Famílias. Em sua paróquia muito vasta com mais de 20.000 (vinte mil) fiéis, instituiu 57 (cinqüenta e sete) comunidade eclesiais rurais, instituiu a Adoração Solene ao Santíssimo Sacramento todos os dias na Igreja Matriz; nas comunidades instituiu 200 (duzentos) Ministros de Cultos Eucarísticos, que guardam o Santíssimo Sacramento e promove todos os dias com sua comunidade, o Cenáculo de Maria e distribuem a Santa Comunhão. Os grandes cenáculos de Maria e Pe. Nazareno realizava nas grandes cidades brasileiras, juntando dezenas e dezenas de milhares de devotos de cada vez, fizeram reflorescer a prática freqüente do Sacramento da Penitência e reavivaram a devoção a Santa Eucaristia e a Nossa Senhora.
                     Foi aqui em Jauru que Pe. Nazareno conquistou a palma gloriosa do Martírio.

                    Na noite do dia 11 de fevereiro de 2001, em sua casa, cercado pelos seus colaboradores leigos, depois de um dia cheio de trabalho apostólico com os jovens, caía no chão, atingindo por um tiro de um killer, que depois de ter-lhe cochichado ao ouvido “que tinha vindo para matá-lo porque atrapalhava alguém”, o ferira gravemente na nuca. Era um crime por mandato por forças ocultas que encontravam no trabalho apostólico do Pe. Nazareno, o maior obstáculo para seus planos. Pe. Nazareno morreu mártir pelo amor de seu povo. Pe. Nazareno teve tempo para oferecer sua vida ao Senhor Jesus e a Nossa Senhora: inclinou a cabeça docemente, recebendo diante de seus colaboradores o tiro fatal.
                 Aceitou consciente e generoso o martírio, selando uma vida de fé e de incansável trabalho missionário, durante 30 (trinta) anos, no recanto mato-grossense de Jauru.
                   Poucas horas depois do atentado, recebendo a absolvição sacramental, o Pe. Nazareno dava seu perdão aos seus matadores e oferecia sua vida pela Igreja, pelo Papa, pela sua Comunidade  e pelo Movimento Sacerdotal Mariano e renovava a sua consagração a Nossa Senhora, sua  mãe querida.
                   Durante 10 (dez) dias, o Pe. Nazareno viveu em plena lucidez, sofreu com serenidade e encerrou sua vida aos 22 dias do mês de fevereiro de 2001. Seu corpo repousa na Igreja Matriz, ao lado do Sacrário e do trono de Nossa Senhora do Pilar, amado e venerado pelos seus paroquianos e por muitos outros irmãos e irmãs que aprenderam com ele a viver a Consagração ao Imaculado Coração de Maria.
                Seu lema era “Coração Imaculado de Maria, confiança, saúde e vitoria minha”. A vida de Pe. Nazareno nos ensina a olhar para o futuro, cheios de confiança e generosidade, dispostos a enfrentar tudo por amor de Cristo, por Nossa Senhora e pela Igreja.
                    O martírio do Pe. Nazareno e a pronta resposta ao apelo do Santo Padre João Paulo II de “Ir Avante”, na certeza da vitória: o amor, a justiça e a paz hão sempre de vencer. (Testemunhas dos que estiveram  junto do Pe. Nazareno)

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Ato do Martírio Do Pe. Nazareno Lanciotti

     No dia 11 de fevereiro de 2001, no recinto da sala de jantar da casa paroquial, um total de nove pessoas, a saber:

     Dr. Antônio Ferdinando Aurélio de Magalhães, Dr. Laerte Petrônio de Figueiredo, Giancarlo Della Chiesa,

Isaura de Brito Giancarlo, Jorge Moreira, Simone Coelho Filho, Alair Davi, Franca Pini e Padre Lazareno Lanciotti.

     No final do jantar às 21h40min, deu a entrada no recinto, dois homens encapuzados (ambos com o capuz da cor cinza escuro), e camisa de manga longa cor preta. Um deles aparentava ter aproximadamente 1.67 de altura, de pele morena escura, vestindo calça jeans nova, cor verde escuro, sapato kildare, armado com uma pistola tipo 765 cromada, e o outro tinha aproximadamente 1,70 de altura, magro, de pele morena claro, vestindo uma calça de brim, cor verde escuro, sapato de carmuça preto, este empunhava um revolver cano médio calibre 38, de cor cobre envelhecido. Imediatamente ao entrar, um deles disse que aquilo não era nenhuma brincadeira e que eles estavam ali para um trabalho, por isso mandou que todos cooperassem e ficassem tranqüilos que ninguém se feriria. Pediu que fossem fechadas as duas janelas que davam visão para a rua.

     Depois, o segundo indivíduos mencionados, perguntou quem era o Padre, e o próprio se identificou, e queria saber ainda, quem era a dama que veio de longe, e Franca Pini se identificou como tal, este indivíduo era quem se pronunciava o tempo todo, enquanto o outro, posicionado perto da porta, vigia a todos.

    Ele queria saber onde o Padre dormia. O Padre respondeu que dormia ali naquela mesa casa e também no seminário. O indivíduo pediu que ele apontasse onde era o quarto e foi rapidamente verificar. Voltando ele disse que o Padre estava mentindo, e que ele não dormia ali, porque lá não havia roupa dele. Em seguida o indivíduo afirmou que o padre dormia no seminário, pois na noite anterior (10/02/01), eles estiveram no local e sabiam que o quarto dele era ali, e disse ainda: “nos íamos te pegar ontem, mas descobrimos que você tem um guarda, pois ele funcionou uma moto dentro do seminário no momento que estávamos lá”. O Padre explicou que no sábado, por causa de uma reunião, alguns jovens guardavam sua moto ali, e que no seminário não tinha nenhum guarda. Logo após o individua afirmava que o Padre tinha dois cofres onde guardava seus valores, e afirmava também que um estava no hospital e o outro no quarto do Padre. A Sra. Franca e o Padre Nazareno confirmaram a afirmação. O Padre dizia que o cofre realmente existia, mas a cerca de vinte anos, ele não sabia mais a senha, pois um seminarista fechou o cofre com a senha dentro, e que lá só tinham cédulas de cruzeiro e papeis sem valor. O indivíduo se irritou dizendo que o Padre estava mentindo.

     O Padre disse a ele que como no cofre não tinha nada, ele daria um cheque de quatro mil reais e não o sustaria, e ainda que levasse o carro.

     Nesse instante o telefone tocou que era sem fio, o indivíduo se posicionou atrás do Padre, apontando o revolver na cabeça da Franca que estava ao seu lado e disse: ”Não faça gracinha, senão acontece alguma coisa com ela”. Na mesma hora o Padre devolveu o, dizendo que alinha tinha caído. Em seguida o indivíduo se algumas pessoas que estavam jantando, tinham seus quartos ali, e foi afirmado que sim. Pegaram então as chaves dos quartos e os revistaram, voltando novamente ao recinto, sabendo que um deles era medico, e que morava ali próximo ao recinto, o indivíduo pegou a chave do quarto do medico para verificá-lo, e quatro minutos depois voltou dizendo que não conseguiu abrir a porta do quarto, e então o Dr. Laerte propôs ir junto no quarto, de onde voltaram com cerca de mil reais.

     Nesse interesse, o segundo homem (moreno escuro) ficava no recinto fazendo a guarda dos outros.               

     Depois disso, voltando ao recinto, o outro perguntou se alguém mais tinha dinheiro, foram oferecidos 240 reais pela Franca, e a chave do quarto do Sr. Giancarlo, Della Chiesa, e declarou que lá havia 800 reais dentro do guarda roupa. O indivíduo  foi ao quarto, e voltou sem ele, afirma o casal Giancarlo e Isaura, que pois de todo  o ocorrido, constataram que o dinheiro não foi levado. Irritado, ele dizia que não era ladrão de pequena importância, mas sim ladrão de banco, e em seguida jogou na mesa todo o dinheiro arrecadado. Em seguida, ele pediu novamente a senha do cofre, dizendo ao Padre que cooperasse dando a senha, senão ele colocaria a vida dos outros em risco. Nessa hora o Padre levantou-se e pediu misericórdia, pois ele não sabia a senha, e não ia colocar a vida dos outros em risco, e que se fosse matar ou ferir alguém, que essa pessoa fosse ele.

     Nesse momento o indivíduo percebeu o volume no bolso da camisa do Padre, e o pegou perguntando-lhe o que era pedindo que o padre abrisse. O Padre abriu a “teca” (pequeno objeto onde se guardava a Eucaristia), e mostrou que era a Hóstia Consagrada que sobrou da visita aos doentes. O indivíduo viu e disse que aquilo não o interessava.

     Então foi proposto aos indivíduos, que levassem o cofre inteiro dentro de qualquer um dos carros ali disponíveis, podendo ser o carro do Padre Nazareno, o Dr. Laerte, ou do Sr. Giancarlo, e ainda levar o cheque do Padre e todo o dinheiro arrecadado.
     Após o fato o indivíduo disse que como o Padre não cooperava, estava decidido a ferir alguém, praticando a roleta russa.
     Mandou que todos ficassem sentados. Nesse momento o Padre disse ser um Sacerdote, e que não mentia, e o indivíduo se aproximou do ouvido esquerdo do Padre e cochichou em voz muito baixa que ninguém dos presentes pôde ouvir.
     Nesse momento o Dr. Laerte, a Franca, a Isaura, a Simone, a Alair e o Jorge, puderam ver a atitude e a feição do Padre se transformar, demonstrando medo e desespero, levando as mãos ao rosto, abaixou a cabeça.
    O indivíduo se afastou, cochichou rapidamente com seu companheiro e começou a retirar algumas balas do tambor do revolver.
    A roleta russa iniciou pela Simone, que estava sentada no meio da mesa, depois de se deslocar para a esquerda, clicou na Alair e em seguida, voltando para a direita, deu a volta na cabeceira da mesa, chegando ao lado oposto onde estava o Padre na primeira cadeira, que ao perceber o revolver em sua têmpora (visto pelo Dr. Laerte que estava em sua frente), inclinou sua cabeça para a direita deslocando a ponta do revolver para o pescoço onde se efetuou o disparo.
    Todo o ocorrido durou aproximadamente quarenta minutos.
    Atestamos e damos fé de que neste documento consta somente a verdade.
    Os dois bandidos fugiram e todos se precipitaram para socorrer o Pe. Nazareno que havia tombado a direita, amparado pela Franquina, que estava ao seu lado.
    O Padre foi rapidamente levado ao hospital, a poucos metros da casa, com a assistência dos médicos. De lá foi transportado para Cuiabá em um pequeno avião. Chegou a Cuiabá  as duas da madrugada, depois de sofre duas paradas cardíacas durante a viagem sendo prontamente reanimado pelos médicos que o acompanhavam.
    As seis da manhã, Pe. Celso Duca, pároco da Araputanga, ciente do acontecido chegava de carro ao hospital. Pe. Nazareno o reconheceu e pediu-lhe a absolvição sacramental. A convite do Pe. Celso renovou sua consagração a Nossa Senhora, ofereceu sua vida pela paróquia, pela Igreja, pelo Papa, pelo Movimento Sacerdotal Mariano e perdoou aos seus assassinos.
    No mesmo dia doze de fevereiro foi transportado para São Paulo, onde ficou ate dia 22 de fevereiro. Foi assistido com muito amor pelo Bispo de Cacéres, pelo Pe. Estefano Gobbi, pelo Otávio Piva de Albuquerque e por todos os fiéis do Movimento Sacerdotal Mariano em São Paulo.
    Não perdeu a consciência, mas ficou totalmente paralisado. Revelou ao Padre Gobbi que o bandido, antes de atirar, havia sussurrado ao seu ouvido estas palavras: “eu sou o demônio... vim te matar porque você nos incomoda muito”.
    O Pe. Nazareno morreu às seis da manhã de 22 de fevereiro de 2001.
    O féretro foi trazido de são Paulo a jauru. Fez uma parada em Cuiabá onde, às quatro da manhã de 22 de fevereiro, foi celebrada uma Santa Missa de sufrágio, na Catedral, com a presença de muitos sacerdotes e uma multidão de fiéis. Presidia a cerimônia Monsenhor Bonifacio Piccininni, Arcebispo Metropolitano de Cuiabá.
    Às oito da manhã chegaram a Catedral de Cáceres, onde Monsenhor José Vieira de Lima celebrou outra Missa, com alguns sacerdotes e os fiéis que lotaram a Igreja.
    Às doze horas o féretro chegara de avião a Jauru onde foi recebido com tristeza e amor pelo seu povo, que o velou em oração durante o dia e a noite.
    No dia 24 às dez da manhã, celebraram-se os funerais. Monsenhor José Vieira de Lima presidiu a cerimônia, concelebrada por trinta sacerdotes.
    O féretro, depois de um cortejo pela avenida em frente à Igreja, foi conduzido a Matriz e sepultado ao lado direito do tabernáculo e do trono de Nossa Senhora do Pilar.